“Ver minha pátria livre das amarras vergonhosas que a mantinham cativa: esse era o mais doce sonho da minha jovem vida”. (Joana d´arc).
É difícil falar de Joana, pois sua história é maravilhosa e ao mesmo tempo emocionante e triste. Joana, no meu ver, foi uma mistura de juventude, ousadia, coragem e fé.
Filha de um simples agricultor chamado Jacques d´Arc e de Isabelle Daix, Joana nasceu em Domrémy, cidadezinha pobre, na França.
Na sua infância foi educada dentro de importantes sentimentos de devoção e de amor por Deus, seu soberano. Dentro de si Joana carregava imensa raiva dos ingleses, que se apoderavam do seu povo, das terras e tudo que era por direito dos franceses.
Quando ela tinha 13anos, estava fiando, sentada sob um carvalho no jardim da sua casa, escutou uma voz que a chamava. Não vendo ninguém, pensou ser apenas um engano da sua doce e calma mente, mas logo em seguida a voz se fez ouvir novamente, viu, então, numa nuvem resplandecente, Santo Michel acompanhado de anjos do céu. Ele disse a Joana que confiasse e rezasse, pois Deus libertaria a França, e que logo, uma moça, sem, contudo dizer-lhes o nome, seria o instrumento do qual ele se serviria para perseguir os ingleses e repor a França sob autoridade de seus reis legítimos. Joana, a partir dessa visão, dedicou sua virgindade a Deus.
A partir de então Joana dedicou sua vida a lutas constantes com o propósito de libertar seu país, superou grandes empecilhos, principalmente para provar aos nobres e chefes da guarda francesa o seu propósito e missão. Admirados pela convicção de suas palavras, bravura, persistência e alguns sinais milagrosos feitos por Joana, ela acabou acendendo em todos o desejo de lutar pela libertação e unificação do reino Francês.
Liderando os exércitos franceses, com seu estandarte na mão, e uma espada ao lado, Joana e seus soldados guerrearam dias e noites, enfrentaram várias e duras batalhas junto aos exércitos ingleses, e, em quase todas as batalhas travadas os exércitos franceses eram vitoriosos, porque tinha a seu favor Joana, “A Donzela”. Joana trazia para os soldados a confiança e ânimo que eles precisavam pra batalhar e vencer, eles lutavam certos da vitória, afinal, estavam acompanhados de alguém enviado por Deus, e sua vitória era certa como o nascer do sol.
Todas as lutas travadas por Joana e seu exército tinha o objetivo de levar o Rei Charles VII para ser sagrado e receber a coroa francesa, assumindo assim todo o seu reino e povo. Isso aconteceu no dia 17 de julho de 1942, na catedral de Saint - Remi, na cidade Reims.
Após sagrar o rei, Joana começou o seu martírio, nas lutas seguintes foi capturada pelo exército inglês, sofreu torturas, violência física e psicológica, e sob a acusação de “herege relapsa” (acusação tecnicamente perfeita segundo alguns historiadores), foi condenada a morte, queimada viva numa fogueira, no dia 30 de maio de 1431, aos 19 anos de idade.
Com grande ironia, a própria igreja Católica, que a condenou a morte sob acusação de “herege”, beatifica Joana em 1909. Decreta e declara o dito julgamento e sentença dados a Joana, como contaminados por fraudes, calúnias, iniqüidade, contradições e erros manifestos de fato e de lei, e, juntamente com a abjuração, a execução e todas as suas conseqüências, como nulas, sem valor e sem efeito... Proclamam que Joana não contraiu mancha alguma de infâmia e que ela está totalmente limpa disso.
Joana foi canonizada em 1920.
Joana é para mim, e deve ser para todos nós, um exemplo a ser seguido. Devemos sair do comodismo e entrar na luta, pra libertamos a nossa sociedade de todas as amarras violentas que a oprime.



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