Seja Bem Vindo!

domingo, 26 de junho de 2011

Albert Einstein




Foi um físico alemão de origem judaica nascido a 14 de Março de 1879, em Ulm, na Alemanha, e morreu a 18 de Abril de 1955, em Princeton, nos Estados Unidos da América.
Embora tenha começado a falar apenas aos três anos, desde cedo demonstrou interesse pela ciência. Ao seu primeiro ano de vida, viu-se mudar para Munique, onde os livros de divulgação científica lhe mostraram que a Bíblia não podia ser interpretada literalmente.
Na escola Secundária Gymnasium, teve boas notas em física e matemática, exceto nas disciplinas que não lhe despertavam um particular interesse, como o francês e o alemão.
Em 1894 á sua família desloca-se para Itália deixando Einstein a completar o ensino Secundário. Abandonou a escola pela grande disciplina e dirigiu-se a Milão, junto da sua família. Em 1895 tenta a admissão ao Instituto Politécnico Federal (E.T. H), em Zurique sem lhe ser concedida. Passa a freqüentar a Escola Cantonal em Aarau hospedando-se na casa de um dos seus professores, Jost Winteler. Em 1896 é demitido do E.T. H, época em que encontra a sua primeira mulher, Mileva Maric com quem teve três filhos: Lieserl, Hans Albert e Eduard.


Nos primeiros anos do século XX, Einstein desenvolveu um conjunto de teorias que estabeleceram a equivalência entre massa e energia, criando, talvez a mais famosa equação da física, em E = mc2. Instaurou uma nova perspectiva na consideração do espaço, do tempo e da gravidade. Em 1905, publicou nos Anais de Física cinco artigos que revolucionaram a física newtoniana. Através da teoria da relatividade, Einstein alargou o princípio da relatividade clássica de Isaac Newton aos fenômenos eletromagnéticos. Nesta perspectiva, o espaço e o tempo não são considerados independentes entre si, mas relativos, formando uma conexão espaço-tempo. Também a massa é uma grandeza relativa, variando com o movimento e sendo equivalente à energia.
Neste sentido, este físico foi levado a considerar que a massa de um corpo em movimento não se mantém constante em qualquer condição, como era defendido pela mecânica newtoniana, mas depende do próprio valor da velocidade a que esse corpo se desloca. No entanto, para corpos em movimento a velocidades pequenas, os valores da massa em repouso e em movimento são praticamente iguais. Contudo, é necessário ter em conta o aumento de massa para partículas de pequena massa em repouso, caso das partículas subatômicas, quando se movem a grandes velocidades.
Tal equivalência entre massa e energia foi confirmada experimentalmente através da observação das grandes quantidades de energia libertadas nas reações de fissão e fusão nucleares. Em 1915, através da teoria da relatividade geral, Einstein estende o princípio da relatividade a todos os movimentos da Física. Recebeu o Prêmio Nobel da Física e a medalha Matteucci em 1921, à medalha Copley em 1925, à medalha de ouro da RAS no ano seguinte, em 1929 à medalha Max Planck, e em 1935 à medalha Franklin. Em 1955 deu-se uma ruptura do seu aneurisma, facto que conduziu à sua morte.



Fonte: 
            http://biografiascientistas.blogspot.com/

Galileu Galilei

Físico, astrônomo e matemático italiano que teve um papel bastante importante na chamada “revolução científica”. Galileu Galilei foi Considerado fundador do método experimental, nasceu em Pisa (Itália) em 1564. Descobriu a lei da aceleração uniforme da queda dos corpos e a lei do isocronismo das pequenas oscilações do pêndulo, entre muitas mais, Enunciou o princípio da inércia e o conceito de referencial inercial, idéias pioneiras da mecânica newtoniana. Publica mais tarde a obra “tratada das esferas”. Melhorou o Telescópio desenvolvendo um método de ajuste de lentes que possibilitou a sua utilização para observação astronômica. Através deste, Galileu descobre as irregularidades da superfície lunar, as manchas solares, as fases de Vênus, quatro dos satélites de Júpiter, os anéis de Saturno e a Via láctea composta por estrelas e desenvolveu também ainda vários instrumentos como a balança hidrostática, o compasso geométrico que permitia medir ângulos e áreas, o termômetro de Galileu e o precursor do relógio de pêndulo.
Todas estas descobertas levaram o filósofo italiano a defender a teoria heliocêntrica, que foi alvo de críticas e não foi aceite pela sociedade visto que ia contra as noções presentes na bíblia. Galileu Galilei foi julgado e condenado em 1633 após ter recusado perante a Inquisição. Acaba por falecer mais tarde em 1642 perto de Florença.


Fonte:http://biografiascientistas.blogspot.com/

sábado, 25 de junho de 2011

Chico Mendes!

Em 1944, nasce no seringal Porto Rico em Xapuri – Acre - Francisco “Chico” Alves Mendes Filho. Aos nove anos, Chico Mendes já acompanhava seu pai na floresta; Aos onze tornou-se seringueiro em tempo integral, nesta mesma época, a família mudou-se para a colocação Pote Seco no seringal Equador próximo à cachoeira, durante o dia Chico cortava seringa, caçava e a noite Chico lia alguns livros e se inteirava das noticias através de jornais quase sempre com atraso de semanas. Com doze anos Chico Mendes conheceu Euclides Fernandes Távora, aliado de Carlos Prestes. Euclides havia participado da intentona comunista em 1935, preso, conseguiu fugir e escondeu-se no meio da floresta Amazônica perto da colocação dos Mendes. Foi com Euclides Távora que Chico começou a entender o significado da exploração dos seringueiros, a luta de classes sempre com referencias a Lênin e Marx.
As aulas de Távora tiveram uma interrupção quando Chico estava com 17 anos e teve que trabalhar horas extras para sustentar sua família, pois sua mãe e irmão mais velho morreram. O aprendizado político de Chico com Távora foi retomado nos anos seguintes, Távora conseguiu um rádio, onde juntos Távora e Chico Mendes ouviam os noticiários em português da central de Moscou, BBC de Londres e Voz da América. Analisando os fatos e as noticias, Távora infundia em Chico a consciência da geopolítica e o lugar do Brasil no jogo de tração entre comunismo e capitalismo. Com Távora, Chico aprendeu não apenas a ler em jornais, mas também a pensar e recolher elementos para compreender o país e a condição dos seringueiros. E foi assim que teve inicio, embora isoladamente, um trabalho incessante de conseguir a autonomia dos seringueiros.  
Com a chegada do movimento sindical ao Acre por volta de 1974, Chico encontrou um aliado forte para organizar as bases, difundir suas idéias e fortalecer o movimento. Chico Participou do primeiro curso da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), em 1975, sobre os direitos da terra e organização sindical, onde causou forte impressão, pois estava a um nível bem superior a outros trabalhadores, pois além de ler e escrever bem conhecia os fundamentos da filosofia sindical.
A igreja católica teve importante papel na trajetória de Chico Mendes, foi militando nas comunidades eclesiais de base que Chico cultivou lideranças e um combativo senso de propósito entre os isolados habitantes da floresta.
A ocupação intensiva gerenciada pelo governo na Amazônia na década de setenta atingi também o Acre. Agricultores e pecuaristas oriundos do sul do país chegam ao Acre para explorar a terra, substituindo os seringais, derrubando a floresta para a implantação de fazendas de gado.  Como conseqüência das derrubadas, 10 mil famílias de seringueiros sem trabalho acabaram por virar favelado nas periferias de Rio Branco, capital do Acre, ou na Bolívia.
Conforme crescia a especulação das terras no Acre no final dos anos setenta, os trabalhadores começaram a se organizar para a tarefa de impedir os cortes.
Chico Mendes agora passa a ser visto quase sempre nas estradas da floresta, recrutando os seringueiros a se sindicalizarem e participarem dos empates. Nos empates, os seringueiros, acompanhados de mulheres e crianças, colocavam-se entre as árvores e os tratores e motosserras para impedir a destruição das florestas do Acre.
No inicio Chico encontrou dificuldade em convencer as pessoas a se sindicalizarem, por que os fazendeiros espalharam rumores de que a operação possuía uma inspiração comunista; Mas as comunidades de base deram-lhe uma estrutura e ele acabou por encontrar pessoas conscientes de seus direitos básicos e da possibilidade de determinar seu próprio destino. Chico participou ativamente da implantação do Projeto seringueiro, onde consistia na construção de escolas nos seringais para alfabetizar os seringueiros e, utilizando uma metodologia inovadora, conscientizá-los dos seus direitos.
A convite de um comerciante da Cachoeira, Guilherme Zaire, Chico Mendes sai candidato a vereador em Xapuri pelo MDB, no ano de 1977; No começo, os líderes sindicais rejeitam a idéia, mas Chico acabou por convencê-los de que seria mais fácil criar o sindicato rural em Xapuri se ele fosse vereador. Chico foi eleito a vereador e, logo depois, foi fundado o novo sindicato dos trabalhadores rurais em xapuri.
Chico Mendes dedicava agora todo seu tempo na organização dos seringueiros para o 1º encontro nacional, a comunidade internacional enfim começava a se sensibilizar e se articular para exigir do governo brasileiro uma postura mais rígida com relação às queimadas e desmatamentos na Amazônia. O conflito entre os dois modelos de desenvolvimento, um baseado na pecuária extensiva e outro baseado no extrativismo dos recursos florestais parecia que caminhava para um desfecho de entendimento entre as partes. Chico Mendes era figura mais atuante no movimento sindical e ambientalista. Porém Chico acreditava que uma atuação político-partidária seria uma forma de fortalecer o movimento e garantir as melhorias para os seringueiros. Depois de uma passagem mal sucedida  pelo MDB, Chico Mendes ingressa no Partido dos Trabalhadores, tornando-se um dos fundadores do partido no Acre. Amigo do até então deputado federal por São Paulo, Luis Inácio Lula da Silva, Chico conseguiu projeção na esquerda brasileira, fato que o credenciou a candidatar-se a deputado estadual no Acre pelo partido dos trabalhadores e mais tarde a prefeito de Xapuri pelo mesmo partido sendo derrotado nas duas oportunidades.
Todavia Chico Mendes não se sentiu derrotado; Ele não estava sozinho. Com seu discurso cativante e o respaldo de quem viverá os últimos 12 anos na mobilização e criação de sindicatos rurais e movimentos sindicais, Chico conseguiu aliados importantes no Acre e no Brasil. Uma dessas aliadas era Marina Silva então monitora das comunidades eclesiais de base da igreja católica. Era constante ver Chico e Marina pelos seringais do Acre, num esforço pelo fortalecimento das escolas rurais e do projeto seringueiro; Eles visitavam as escolas e falavam aos seringueiros da necessidade de resistir às investidas, cada vez mais constantes e violentas, dos pecuaristas na região. As conquistas alcançadas pelo movimento dos seringueiros tendo a frente Chico Mendes dominavam o cenário político-ambiental na Europa, nos Estados Unidos e no Sudeste brasileiro.
Em Outubro de 1985, Chico Mendes e outras lideranças, com o apoio da antropóloga Mary Allegretti organizaram o 1º Encontro Nacional dos Seringueiros, onde formulara a idéia das reservas extrativistas, como forma de resguardar os direitos dos seringueiros sobre a floresta.
A partir do encontro nacional, a luta de Chico Mendes pela preservação do modo de vida dos seringueiros e conservação da floresta amazônica, chamou a atenção do mundo. Tanto que em Julho de 1987 Chico Mendes recebe o prêmio global 500, concedido pela ONU às personalidades que mais se destacaram na defesa do meio ambiente. Além da medalha Sociedade para um mundo melhor e outros no Brasil e exterior.
Ao final dos anos 80, Xapuri cheirava a pólvora, os conflitos pela posse da terra entre seringueiros e pecuaristas chegavam então ao seu ápice, as ameaças a Chico Mendes já eram constantes e na noite do dia 22 de dezembro de 1988 sete dias após ter completado 44 anos, ao sair para tomar banho em sua humilde casa  Chico é alvejado com um tiro no peito na presença de sua esposa Ilzamar e de seus filhos Elenira e Sandino. Seu sangue foi derramado na terra e floresce nos corações dos que ainda sonham com a preservação da Amazônia.
“Se descesse um enviado dos céus e me garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta até que valeria a pena. Mas a experiência nos ensina o contrário Então eu quero viver.”


Ato público e enterro numeroso não salvarão a Amazônia.
Chico Mendes em entrevista 1988.

Joana d´Arc

“Ver minha pátria livre das amarras vergonhosas que a mantinham cativa: esse era o mais doce sonho da minha jovem vida”. (Joana d´arc).
É difícil falar de Joana, pois sua história é maravilhosa e ao mesmo tempo emocionante e triste. Joana, no meu ver, foi uma mistura de juventude, ousadia, coragem e fé.
Filha de um simples agricultor chamado Jacques d´Arc e de Isabelle Daix, Joana nasceu em Domrémy, cidadezinha pobre, na França.
Na sua infância foi educada dentro de importantes sentimentos de devoção e de amor por Deus, seu soberano. Dentro de si Joana carregava imensa raiva dos ingleses, que se apoderavam do seu povo, das terras e tudo que era por direito dos franceses.
Quando ela tinha 13anos, estava fiando, sentada sob um carvalho no jardim da sua casa, escutou uma voz que a chamava. Não vendo ninguém, pensou ser apenas um engano da sua doce e calma mente, mas logo em seguida a voz se fez ouvir novamente, viu, então, numa nuvem resplandecente, Santo Michel acompanhado de anjos do céu. Ele disse a Joana que confiasse e rezasse, pois Deus libertaria a França, e que logo, uma moça, sem, contudo dizer-lhes o nome, seria o instrumento do qual ele se serviria para perseguir os ingleses e repor a França sob autoridade de seus reis legítimos. Joana, a partir dessa visão, dedicou sua virgindade a Deus.
A partir de então Joana dedicou sua vida a lutas constantes com o propósito de libertar seu país, superou grandes empecilhos, principalmente para provar aos nobres e chefes da guarda francesa o seu propósito e missão. Admirados pela convicção de suas palavras, bravura, persistência e alguns sinais milagrosos feitos por Joana, ela acabou acendendo em todos o desejo de lutar pela libertação e unificação do reino Francês.
Liderando os exércitos franceses, com seu estandarte na mão, e uma espada ao lado, Joana e seus soldados guerrearam dias e noites, enfrentaram várias e duras batalhas junto aos exércitos ingleses, e, em quase todas as batalhas travadas os exércitos franceses eram vitoriosos, porque tinha a seu favor Joana, “A Donzela”. Joana trazia para os soldados a confiança e ânimo que eles precisavam pra batalhar e vencer, eles lutavam certos da vitória, afinal, estavam acompanhados de alguém enviado por Deus, e sua vitória era certa como o nascer do sol.
Todas as lutas travadas por Joana e seu exército tinha o objetivo de levar o Rei Charles VII para ser sagrado e receber a coroa francesa, assumindo assim todo o seu reino e povo. Isso aconteceu no dia 17 de julho de 1942, na catedral de Saint - Remi, na cidade Reims.


Após sagrar o rei, Joana começou o seu martírio, nas lutas seguintes foi capturada pelo exército inglês, sofreu torturas, violência física e psicológica, e sob a acusação de “herege relapsa” (acusação tecnicamente perfeita segundo alguns historiadores), foi condenada a morte, queimada viva numa fogueira, no dia 30 de maio de 1431, aos 19 anos de idade.

Com grande ironia, a própria igreja Católica, que a condenou a morte sob acusação de “herege”, beatifica Joana em 1909. Decreta e declara o dito julgamento e sentença dados a Joana, como contaminados por fraudes, calúnias, iniqüidade, contradições e erros manifestos de fato e de lei, e, juntamente com a abjuração, a execução e todas as suas conseqüências, como nulas, sem valor e sem efeito... Proclamam que Joana não contraiu mancha alguma de infâmia e que ela está totalmente limpa disso.

Joana foi canonizada em 1920.

Joana é para mim, e deve ser para todos nós, um exemplo a ser seguido. Devemos sair do comodismo e entrar na luta, pra libertamos a nossa sociedade de todas as amarras violentas que a oprime.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Karl Marx e Engels!

Uma idéia torna-se uma força material quando ganha as massas organizadas. [Karl Marx]

Sempre admirei esse “Cara”, até hoje ainda fico intrigada como ele, alguém que era de classe média alta, boa formação, com um futuro “brilhante” pela frente preocupou-se tanto com a causa operária da sua época. Marx não foi apenas um revolucionário, foi alguém que soube distinguir entre o justo e o injusto, e defendeu como ninguém mais o fez, a causa dos menos desfavorecidos. 
Karl Heinrich Marx nasceu na Alemanha, em 05 de maio de 1818, numa família de classe média, sendo seu pai um advogado bem conceituado.
Um fato ocorrido durante os seus 17 anos, no ginásio da cidade onde nasceu, Tréves, demonstra o que seria a vida futura do jovem Marx. Seu professor mandou-o dissertar sobre o tema: ‘Reflexões de um jovem a propósito de escolha de uma profissão’.
“Em sua dissertação, Karl desenvolveu duas idéias que deveriam acompanhá-lo por toda a vida. A primeira era a idéia de o homem feliz é aquele que faz os outros felizes; a melhor profissão, portanto, deve ser a que proporciona ao homem a oportunidade de trabalhar pela felicidade do maior número de pessoas, isto é, pela humanidade. A segunda era a idéia de que existem sempre obstáculos e dificuldades que fazem com que a vida das pessoas se desenvolva em parte sem que elas tenham condições para determiná-la.
Marx juntamente com seu amigo Friedrich Engels, construiu um conjunto de conceitos teóricos, que foram denominados marxismo ou materialismo histórico. Todos os movimentos revolucionários foram derrotados, Marx foi expulso da Alemanha, e posteriormente, da França, fixando residência em Londres, onde ficou até o fim da sua vida. Marx escrevia artigos sobre política exterior, e o seu amigo Engels o ajudava nos momentos difíceis.
Este sistema de pensamento continua tendo influência decisiva em vários campos do conhecimento, da Filosofia, Economia, Política e História. Seus vastos estudos auxiliam a compreensão do funcionamento da sociedade e seus problemas. Marx e seu amigo Engels procuraram estudar a sociedade capitalista, tendo como objetivo dotar a classe trabalhadora de uma análise da sociedade de seu tempo.
Marx foi o primeiro pensador a romper com uma longa tradição de pensadores que se inclinaram para o lado dos senhores, os capitalistas. Não se sabe os motivos que o levaram a lutar pela classe operária, sendo ele um homem intelectual, culto e de família rica.
O pensamento marxista procura colocar em evidência os antagonismos e contradições do capitalismo, considerava que não se pode pensar a relação indivíduo e sociedade separadamente das condições materiais em que essas relações se apóiam. Para ele, as condições materiais de toda a sociedade condicionam as demais relações sociais.
Marx faleceu em 14 de março de 1883.
 Algumas das Obras de Marx:
  • O 18 Brumário de Louis Bonaparte, 1552.
Este trabalho foi escrito com base no período de 1848-1851. É neste trabalho que vamos encontrar os diversos assuntos discutidos em nosso estudo, como as teses fundamentais do materialismo histórico e dialético.
O que significa 18 Brumário? Vamos entender o significado deste título: “18 Brumário de Louis Bonaparte”. Significa o calendário revolucionário francês, ou seja, dia 18 do mês de Brumário do ano IV. Traduzindo, significa dizer o golpe, em que Louis Bonaparte se instala no poder, de acordo com o calendário gregoriano, ocorreu em 09 de novembro de 1799. É neste período que a burguesia se torna fortalecida economicamente.

  • Contribuição à crítica da economia política, 1857.
É nesta obra que se encontra de forma precisa a aplicação do método histórico e dialético, que se tornará um instrumento metodológico do estudo da economia política.

  • O Capital, 1867.
O Capital é a grande obra da Marx. Muitos pensadores entendem que é através desta obra que se origina o pensamento socialista marxista.
Alguns temas importantes:
- Mercadoria e dinheiro;
- Produção de mais-valia absoluta e de mais-valia relativa;
- Outros...
Dos dois autores: Marx e Engels

  • O Manifesto Comunista, 1848.
Nele está contida a visão Marxista do Capitalismo e do papel da classe operário na história, construída a partir das concepções que influenciaram o movimento operário da época.

  • A Ideologia Alemã (1843-1846).
A Ideologia alemã (no original alemão: Die Deutsche Ideologie) é o primeiro livro escrito em parceria por Marx e Engels (mas não o primeiro a ser publicado em parceria). É considerado como um dos mais importantes livros escritos por estes dois autores e marca uma fase intelectual mais avançada de Marx, além do rompimento dele com o chamado hegelianismo de esquerda. O objetivo fundamental da obra é fazer uma crítica aos “jovens hegelianos”, principalmente os filósofos Ludwig Feuerbach, Bruno Bauer e Max Stirner (que dão títulos aos primeiros capítulos do livro), como produtores de uma ideologia alemã conservadora, apesar de se autodenominarem teóricos revolucionários.

  • Karl Marx e a Religião.
Marx faz uma crítica à religião da época, que reafirmava a ideologia do sistema que oprimia o povo. A religião da época afirmava que os nobres eram nobres pela vontade soberana de Deus, e os pobres e miseráveis pelo mesmo motivo, mas depois eles, os pobres, iriam morar no céu. Os ricos eram a classe privilegiada por Deus.
Marx diz que o homem é quem faz a religião. “A religião é o soluço da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração, o espírito de uma situação carente de espírito. É o ópio do povo”. Religião de acordo com sua concepção seria como uma droga que faz os fiéis esquecerem os problemas e não terem consciência da exploração a que são submetidos.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Querida Irmã Dulce!

Durante dias pensei em alguém que eu pudesse expressar toda minha admiração, carinho e palavras nesse blog, será a primeira pessoa que eu colocarei no mesmo, farei a abertura com ela, a nossa Gigante da Sabedoria, Amor, Solidariedade e todas a virtudes mais nobres de um bom espírito. Ela que é Baiana nascida em Salvador, Irmã Dulce.












Irmã Dulce tinha como nome Maria Rita de Souza Lopes Pontes, era filha do dentista Augusto Lopes Pontes e de Dona Maria de Souza Brito Lopes Pinto.
Após fazer algumas visitas a áreas carentes, acompanhada por uma tia, ela começou a sentir o desejo de se dedicar a vida religiosa, isso aconteceu quando ela tinha apenas 13 anos de idade.
Em 1932, após ser formar, entrou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição (Smic), localizada em Sergipe. Após seis meses de noviciado, tomou o hábito de freira. No dia 15 de agosto de 1934, ela fez sua profissão de fé e voltou à Bahia.
Desde então, dedicou toda a sua vida à caridade. Começou sua obra ocupando um barracão abandonado para abrigar mendigos. Chegou a receber a visita do Papa João Paulo II, quando esse esteve no Brasil, em virtude de seu trabalho com idosos, doentes, pobres, crianças e jovens carentes. Entre os diversos estabelecimentos que ela Irmã Dulce fundou estão o Hospital Santo Antônio, capaz de atender setecentos pacientes e duzentos casos ambulatoriais; e o Centro Educacional Santo Antônio (CESA), instalado em Simões Filho, que abriga mais de trezentas crianças de 3 a 17 anos. No Centro, os jovens têm acesso a cursos profissionalizantes. Irmã Dulce fundou também o “Círculo Operário da Bahia”, que, além de escola de ofícios, proporcionava atividades culturais e recreativas.
Em 11 de novembro de 1990, Irmã Dulce começou a apresentar problemas respiratórios, sendo internada no Hospital Português e depois transferida à UTI do Hospital Aliança e finalmente ao Hospital Santo Antônio. Em 20 de outubro de 1991, recebe no seu leito de enferma a visita do Papa João Paulo II. O Anjo Bom da Bahia morreu em seu quarto, aos setenta e sete anos, às 16:45 do dia 13 de março de 1992, ao lado de pessoas queridas por ela. Seu corpo foi sepultado no alto do Santo Cristo, na Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia e depois transferido para a Capela do Hospital Santo Antônio, centro das Obras Assistenciais Irmã Dulce.
Irmã Dulce é para todos nós um exemplo, não apenas de fé, mas também de amor e solidariedade!